Para onde vai?

Tudo o que você aprendeu. Tudo o que você fez. Tudo que você decidiu não fazer ou o que decidiu fazer. As tremendas burradas, os conselhos que o pai deu e as proibições da mãe. As perdas e ganhos.

Tudo aquilo que você construiu. As idéias que teve. O que formou o seu caráter. O que fez de bom e o que fez de ruim. As vezes que você se perdoou mesmo sabendo que estava errado e o justo contrário.

Todas as pedras que você encontrou pelo caminho. As brutas e as polidas. De todas, para onde vai a que você se tornou?

Quando estiver livre, você vai entender.

I´m Back

Sim, estou de volta. Depois de ter passado maus bocados por causa de uma bactéria carnívora zumbi, estou de volta.

No momento o assunto é uma CPI no governo Yeda. Corrupção e todas aquelas coisas que pessoas que pensam ficam chocadas e se esforçam para manter viva a chama da luta por um mundo mais fraternal e justo.

Entretanto, a principal questão que assola várias pessoas é a crueldade de Silvio Santos com a Maísa, que fez a garotinha chorar no programa.

E tem gente que pergunta sobre que prisão mental eu falo…

Feliz Equinócio

Não consigo entender como em pleno século XXI as pessoas não compreenderam essa data ainda. Talvez seja porque não saibam fazer as contas. Quando eu for pai, meu filho, minha filha ou os dois juntos (sei lá, podem ser gêmeos), nunca vão receber ovo de chocolate como essa enorme turba de imbecis faz. Tampouco vão na missa ou qualquer outra coisa ainda mais imbecil. Sinto muito aos que acreditam nisso, mas é só para deixar claro o tom que está no texto depois de clicar ali no link para ler mais.

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Penso

Penso, logo sou consciente.

A consciência é criativa, portanto, sou pai de minhas criações.

Se sou pai de minhas criações, espero que elas se desenvolvam, tornando-se ativas e construtivas.

Se sou criador, também sou deus.

Se alguém me criou, sou parte do mesmo, portanto, sou Deus.

Se sou Deus, para que ir até uma igreja ou um templo evangélico ouvir um pastor falar por horas, só para cobrar o show na forma de um dízimo? Não estou lá.

Eu estou e sou onde estiver minha consciência.

Conhecimento

Conhecimento não deve e não pode ser entregue simplesmente assim, de brinde. Conhecimento deve ser conquistado. Quando ouvi que o mestre aparece quando o discipulo está pronto, achei estranho, mas agora vi que as coisas são e devem ser exatamente assim.

Quando falei sobre o que é Matrix, muita gente não entendeu. Alguns acharam que é algo de auto-ajuda, outros que é viagem. Na maioria, achou uma tremenda bobagem.

Quem está preso a terra, só pode achar mesmo uma bobagem. Quem consegue ver além da televisão, já acha que existe algo ali. Acha que pode ter alguma resposta. O engraçado é que a pessoa já sabe a resposta, mas não consegue perceber isso. É quase tragicômico.

Conheço pessoas que negam o conhecimento, mesmo quando tem a sua disposição tais coisas. Livros e experiências disponíveis, mas ainda assim relutam, ou melhor, lutam contra eles mesmos, dizendo que é impossível.

Quando se fala sobre física quântica, mesmo sendo esta uma ciência de possibilidades incríveis, algumas pessoas tem barreiras criadas por elas mesmas e não dão um passo a frente. Infelizmente, é o que essas pessoas podem oferecer para elas mesmas. Estagnação.

Quando se fala alguma coisa a mais, se aguarda uma resposta. Essa resposta as vezes vem e ajuda a reconhecer uma possibilidade. Quando isso acontece, se separa o joio… do joio. Um joio um pouco melhor do que os outros. Dificilmente seria um trigo. Eu por exemplo, não me considero como tal.

O fato é que o conhecimento está na frente de todos, disponível para quem souber como procurar. Se você tem preguiça de buscar o conhecimento, não merece ajuda alguma para conseguir uma dica sequer sobre o que há além da televisão colorida.

As vezes até coloco mensagens cifradas nos meus textos, esperando alguma resposta. Hoje não, estou só escrevendo sobre o processo que deve ser o aprendizado.

Não ofereço respostas, mas o desafio de fazer as perguntas certas.

Medo da morte

De tempos em tempos, todos são acometidos de um medo irrefreável, intenso e que por um segundo faz toda a coluna vertebral virar geléia. Não importa o quanto se é corajoso, quando esse medo vem, ele chega num piscar de olhos e toma conta do pensamento por inteiro. Assim é o medo da morte.

Tem gente que pensa que não há nada além. Tem gente que pensa que tem um paraíso ou um inferno flamejante. Eu não tenho medo do depois da morte. Ainda não sei como é e o que acontece nesse outro plano, mas não é ter uma consciência viva depois da morte física que me incomoda. São os momentos que antecedem.

Quem nunca se afogou e pensou que “é agora que eu vou”? Duvido que não tenha pensado. Pode negar… eu sei que pensou. O que foi que passou pela cabeça além disso?

Quando eu me afoguei, além do desespero mecânico de conseguir ar para aliviar a agonia dos pulmões, pensei “que maneira idiota de morrer”. Depois, quando o ar continuava não entrando, pensei “que saco, nada funciona, não consigo nem falar um adeus”. Tudo isso em questão de segundos. Não vi vida nenhuma passando diante dos meus olhos, só vi o momento incrivelmente idiota da morte se aproximando.

Depois, quando me resignei que não importava o que fizesse, o ar não viria, fiquei pensando “em alguns segundos vou perder a consciência e esse tormento termina”. Logo em seguida “logo alguém vai ter um baita susto encontrando o meu corpo morto no chão”.

Um pouco antes de perder a consciência, o ar voltou aos poucos aos pulmões, e eu pensei “não foi dessa vez, agora é ter paciência para isso passar”, “vou ficar com dor de garganta”, “pelo menos não foi afogado”…

Depois de descansar um pouco, recuperada a consciência, não dei mais importância direta ao fato, mas as vezes ainda penso nisso. Não tenho medo do que vai acontecer depois, tenho medo de ter uma morte idiota, da dor de alguma coisa ou então de não conseguir avisar a todos.

Tem gente que tem tanto medo de falar sobre isso que prefere bloquear, eu, prefiro bloguear. Não sei para onde vou depois de largar essa casca material. Se tiver permissão, força ou jeito de explicar isso para alguém depois de estar lá, eu faço. Prometo. O meu medo é não estar em condições de falar um adeus ou ter uma morte idiota.

Ah, os questionadores

“… se tivesse que existir uma religião universal, ela não situaria-se no tempo ou no espaço, como o Deus a quem iria reverenciar e cujo sol brilharia sobre as flores de Krishna e de Cristo, sobre santos e pecadores, que ele não seria apenas dos Brâmanes ou Budistas, Cristãos ou Islâmicos, mas o de todos eles e ainda encontraria espaço para se expandir; que nessa catolicidade envolveria-os em seu infinito abraço sempre encontrando um lugar para cada ser humano, do mais primitivo, não interferindo em sua condição, ao mais evoluido, que se destaca pelas virtudes do seu espírito e do seu coração.

Seria uma religião onde não haveria lugar para perseguições ou intolerâncias, que reconheceria a divindade em cada homem e mulher, e cujo objetivo, com todas as suas forças, seria auxiliar à humanidade a encontrar sua própria verdade, divina natureza.”

Swami Vivekananda, 1893

Já faz um bom tempo que eu procuro palavras para conseguir expressar a insatisfação com todas as religiões. Quase não acreditei quando li estas palavras num texto bastante inspirado. Esta parte em especial.

Pergunto eu, quem está certo? Todas as religiões parecem estar absolutamente certas e fechadas em si mesmas. Isso por si só já é o material necessário para se ter uma guerra. Dois lados absolutamente certos de como o mundo é e quem é Deus. Uma discussão e pronto… séculos de guerra.

Os judeus, que foram massacrados, principalmente por Hitler, parecem ter esquecido do que passaram e agora, com força bélica impressionante arrasa um território sagrado para ambos os lados. Mata crianças, prende mulheres e homens trabalhadores. O que os judeus ganham com isso? Mais guerra. Todas essas crianças que viram os pais morrerem são potencialmente homens e mulheres bomba. Eles viram o horror representado pela estrela de Davi e vão lutar contra ela, honrando o Alcorão. Eles estão errados em explodir um restaurante cheio de judeus gordos que sustentam esse terror? Claro que não. Os judeus estão fazendo o mesmo que Hitler fez, mas ninguém tem coragem de dizer isso, ao que parece. Eles não aprenderam a dura lição.

Os muçulmanos estão certos em vingar a vingança? Estão certos em matar os judeus? Claro que não. Só que para eles, só existe um Deus e Maomé é seu profeta. Eles estão certos de que devem defender a terra sagrada.

Ninguém está certo. Religião que lava o cérebro dos fiéis não é divino. É uma fábrica de intolerância e ódio. Em qualquer lugar.

Religiões evangélicas pregam um Deus vingativo. Tudo acontece graças a Jesus. Se consegue um emprego, é graças a Jesus. Se perde o emprego, é porque Jesus quis. Se morre um filho, é porque Jesus o chamou. Tudo é tristeza na vida de um evangélico, porque o tempo todo eles estão lembrando que Jesus morreu na cruz para nos salvar. Evangélicos são tão intolerantes que não gostam dos judeus que mataram Jesus. Não gostam dos muçulmanos e não sabem por que. Não gostam dos católicos porque acham que eles se desviaram do caminho. Não gostam dos pais de santo e seus filhos porque é coisa do diabo, assim como bruxos e bruxas também são. Intolerância pura, gerada visando o lucro e a formação de um exército de fiéis.

Não sou nenhum “santo”, confesso não ser nada tolerante, principalmente com a ignorância e a burrice. Ignorancia é claro, tem cura. Basta abrir a mente para conhecer o ponto de vista e o que existe além da próxima colina ou a próxima página de um livro. Burrice, por outro lado, não tem cura. Uma pessoa burra vai continuar vivendo exatamente como foi dito pra viver. Vai fazer exatamente o que aquele pastor disse para fazer. Não questiona. Apenas reza, reza e reza… Acha que arrependimento é apenas falar que está arrependido. Acha que morrendo chegará a salvação mágica.

Salvação mágica não existe. Paraíso não existe. Inferno não existe. Não existe santo por decreto do papa, nem salvação num Jesus evangélico, Jesus não era evangélico, era JUDEU.

Deus não é isso.

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Existe uma mensagem oculta no texto acima. Quem souber calcular, que a descubra.

Avatar

Estou acompanhando a série de animação Avatar. Estou impressionado. Quem escreveu esse roteiro estudou muito, pois não há bobagem nele. É a primeira vez que vejo alguma coisa consistente dessa maneira.

Bem longe da bobagem que é outros, Cavaleiros do Zodíaco por exemplo, Avatar explica os cinco elementos de uma maneira absurdamente bonita e velada ao mesmo tempo.

Bonita porque é cheio de aventura, com os “dobradores” de água, terra, ar e fogo usando seus poderes. Velado porque dentro de cada roteiro tem um conhecimento muito interessante sendo apresentado, que subliminarmente é absorvido.

Esse conhecimento é alquímico. Fala da transformação do caráter do ser humano, do que podemos fazer e controlar ao nosso redor. Mostra em características claras as propriedades de cada um dos elementos, mas não entrega o conhecimento para tal de brinde. É preciso pensar.

O fogo transformador, por exemplo, é também fúria e descontrole. Consome o que está em volta. O ar, primeiro elemento de Aang, o Avatar, é poderoso e sutil… e por aí vai.

Quem assistiu sem ter conhecimento sobre isso, terá visto uma bela aventura e com certeza vai ligar os fatos da vida com a história mais cedo ou mais tarde, de forma inconsciente. Quem sabe como essas coisas funcionam, é capaz de refletir algumas coisas, pensar em algumas coisas depois de cada episódio. Se for criança, vai entender sem saber explicar o que aprendeu… e por mágica vai acabar aplicando algumas coisas. Não dobrando ar, água, fogo e terra, mas sim como se comportar em algumas situações. Bem diferente dos Transformers, que só sabem quebrar coisas.

Avatar é cheio de conhecimento. Se você prestar atenção com a mente aberta. Claro que terá sempre o chato que vai olhar um episódio e dizer que não é nada demais. É um desenho para criança. Bom… nesse caso, a pessoa acertou. E ela é velha demais para compreender a complexidade da simplicidade de uma bela história.

Não sei quem ele é

Mas sei quem ele não é.

Deus não é aquele cara que passa a sacolinha. Não é aquele que manda matar, esquartejar e queimar quem desafia sua lei. Deus não manda torturar ninguém. Nunca mandou.

Deus não se preocupa com impostos. Nem briga para manter as igrejas sem ter que pagar impostos. Talvez a única coisa em que Deus seja igual as igrejas é o fato dele não saber ligar com dinheiro.  Um porque não precisa. O outro porque quanto mais pede, mais necessita. É impressionante como precisa de grana. Não tem missa, culto ou afins que não tenha sacolinha passando.

Não digo contudo que não existam religiões sérias. Nem toda crença visa o seu VISA.

Não sei quem é Deus para esse gado todo. Só sei que não é o meu.

Um amigo me disse que sou chato

e que não acho nada engraçado.

Imediatamente lembrei dessa música de Raul Seixas e resolvi procurar na internet.

Acabei lendo e cantando só com o pensamento, lembrando das vezes que um grande camarada que hoje mora bem longe cantava no violão.

Acho que na época achava a música até engraçada. Hoje acho que combina bem comigo. Acabei escutando o velho e bom Raulzito e me descobri seu fã… de novo.

 

Ouro de Tolo

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês…

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73…

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa…

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa…

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado…

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto “e daí?”
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado…

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos…

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco…

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal…

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social…

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar…

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador…

Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar…

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador…