“… se tivesse que existir uma religião universal, ela não situaria-se no tempo ou no espaço, como o Deus a quem iria reverenciar e cujo sol brilharia sobre as flores de Krishna e de Cristo, sobre santos e pecadores, que ele não seria apenas dos Brâmanes ou Budistas, Cristãos ou Islâmicos, mas o de todos eles e ainda encontraria espaço para se expandir; que nessa catolicidade envolveria-os em seu infinito abraço sempre encontrando um lugar para cada ser humano, do mais primitivo, não interferindo em sua condição, ao mais evoluido, que se destaca pelas virtudes do seu espírito e do seu coração.
Seria uma religião onde não haveria lugar para perseguições ou intolerâncias, que reconheceria a divindade em cada homem e mulher, e cujo objetivo, com todas as suas forças, seria auxiliar à humanidade a encontrar sua própria verdade, divina natureza.”
Swami Vivekananda, 1893
Já faz um bom tempo que eu procuro palavras para conseguir expressar a insatisfação com todas as religiões. Quase não acreditei quando li estas palavras num texto bastante inspirado. Esta parte em especial.
Pergunto eu, quem está certo? Todas as religiões parecem estar absolutamente certas e fechadas em si mesmas. Isso por si só já é o material necessário para se ter uma guerra. Dois lados absolutamente certos de como o mundo é e quem é Deus. Uma discussão e pronto… séculos de guerra.
Os judeus, que foram massacrados, principalmente por Hitler, parecem ter esquecido do que passaram e agora, com força bélica impressionante arrasa um território sagrado para ambos os lados. Mata crianças, prende mulheres e homens trabalhadores. O que os judeus ganham com isso? Mais guerra. Todas essas crianças que viram os pais morrerem são potencialmente homens e mulheres bomba. Eles viram o horror representado pela estrela de Davi e vão lutar contra ela, honrando o Alcorão. Eles estão errados em explodir um restaurante cheio de judeus gordos que sustentam esse terror? Claro que não. Os judeus estão fazendo o mesmo que Hitler fez, mas ninguém tem coragem de dizer isso, ao que parece. Eles não aprenderam a dura lição.
Os muçulmanos estão certos em vingar a vingança? Estão certos em matar os judeus? Claro que não. Só que para eles, só existe um Deus e Maomé é seu profeta. Eles estão certos de que devem defender a terra sagrada.
Ninguém está certo. Religião que lava o cérebro dos fiéis não é divino. É uma fábrica de intolerância e ódio. Em qualquer lugar.
Religiões evangélicas pregam um Deus vingativo. Tudo acontece graças a Jesus. Se consegue um emprego, é graças a Jesus. Se perde o emprego, é porque Jesus quis. Se morre um filho, é porque Jesus o chamou. Tudo é tristeza na vida de um evangélico, porque o tempo todo eles estão lembrando que Jesus morreu na cruz para nos salvar. Evangélicos são tão intolerantes que não gostam dos judeus que mataram Jesus. Não gostam dos muçulmanos e não sabem por que. Não gostam dos católicos porque acham que eles se desviaram do caminho. Não gostam dos pais de santo e seus filhos porque é coisa do diabo, assim como bruxos e bruxas também são. Intolerância pura, gerada visando o lucro e a formação de um exército de fiéis.
Não sou nenhum “santo”, confesso não ser nada tolerante, principalmente com a ignorância e a burrice. Ignorancia é claro, tem cura. Basta abrir a mente para conhecer o ponto de vista e o que existe além da próxima colina ou a próxima página de um livro. Burrice, por outro lado, não tem cura. Uma pessoa burra vai continuar vivendo exatamente como foi dito pra viver. Vai fazer exatamente o que aquele pastor disse para fazer. Não questiona. Apenas reza, reza e reza… Acha que arrependimento é apenas falar que está arrependido. Acha que morrendo chegará a salvação mágica.
Salvação mágica não existe. Paraíso não existe. Inferno não existe. Não existe santo por decreto do papa, nem salvação num Jesus evangélico, Jesus não era evangélico, era JUDEU.
Deus não é isso.
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Existe uma mensagem oculta no texto acima. Quem souber calcular, que a descubra.