Fé cega

Estava eu procurando imagens no google quando me deparei com algo interessante que me levou a um blog cristão aqui no wordpress. É um tal de http://catolicismo.wordpress.com

No post, o autor falando sobre os místicos e os segredos da Ordem Rosacruz. Até tudo bem. Tem gente que fala mal até do diabo. O que fiquei mesmo chocado foi com o desenrolar dos comentários, réplicas, tréplicas e por aí vai entre o autor e quem leu.

Fiquei chocado mesmo.

http://catolicismo.wordpress.com/2007/11/27/segredinhos-da-rosa-cruz-trechos-de-monografias-sinais-palavras-de-passe-a-farsa/

Quando eu digo que fé cega é ruim e que seguidores de igreja não são nada além de gado, ficam brabos comigo. Tem gente que realmente acredita na ICAR. Tem gente que acredita que esse ex-grupo de extermínio da idade média, criada por decreto com a mão de um imperador romano realmente é boa.

Fiquei com medo, assim como sempre fico com medo quando vejo algo assim. Para o autor, rosacruz, umbanda, gurus e afins são todos errados. TODOS. Menos a ICAR. Menos a Santa Igreja Católica Apostólica Romana que matou, torturou e trucidou qualquer um que a enfrentasse por muitos anos… na verdade séculos.

A opinião de alguém assim mostra na verdade, como as guerras começam. Esses cristãos fervorosos, que acham que o corpo de Cristo está naquele pãozinho que o padre dá na missa é capaz de fazer qualquer coisa em nome da igreja. Até querer salvar os árabes dos terríveis muçulmanos… peraí… isso já aconteceu.

Mais ou menos como o Vietnã, onde os americandos foram salvar os vietnamitas dos vietnamitas, mas isso é outra história.

Quando alguém fala sobre outras religiosidades e outras religiões e acaba fazendo um comercial do tipo que este autor do blog fez num comentário, (cito abaixo), a coisa fica ainda pior do que podia imaginar.

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“Leve a sua vida a sério: vá estudar a Santa Missa e o Verdadeiro Mistério da Fé!

Seja INTELIGENTE, seja CATÓLICO!”

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Nossa… isso sim é que é ser católico. Ser católico é ser mais inteligente que os muçulmanos, umbandistas, evangélicos, judeus e etc. Essa é realmente a Verdade e a Vida e somente através disso é que se chega ao reino dos céus… isso tem cheiro de intolerência.

O pior é que se levam a sério. Acham realmente que tudo, menos o que acreditam, é mentira, sonho e fantasia. Nestes casos, não adianta tentar explicar o emaranhado que é a verdade sobre isso que o gado chama de igreja. A fé é maior que a possibilidade de absorver e compreender o que é sólido como rocha: os fatos. Não adianta estudar, porque fatalmente vão dizer que é impossível. Que é fantasia. A cruz e a rosa que são citadas no texto, com certeza são fantasia, pois pelo que sei, são alegorias para o homem e sua alma.

Devo concordar com a frase que muitas vezes recordo: “mede-se a ignorância de um povo, pelo tamanho de suas igrejas.”

A verdade, sinto muito, não está lá. Esse jesus católico nem ao menos existiu. Se não acredita em mim, procure o professor de história mais próximo. Não há evidência tangível e científica que prove sua passagem por aqui. Esse tal fundador da Igreja Católica, foi só um cara que reuniu vários cultos num só, e como um grande empresário de multinacional faria hoje, comprou a idéia, fez uma embalagem  nova e vendeu ao povo, que aceitando o novo pastor, passou a pastar na mão dele.

Fé cega é para quem tem olhos, mas não vê.

3 Respostas

  1. Olá.
    Meus Amigos:
    Sobre religião, Sociedades Secretas, ou Ordens Esótericas.tem muito chão a ser andado, e assuntos a serem comentados.
    Gostaria de dizer a vocês o seguinte:
    Deus quer que os seus filhos (Que somos Todos Nós) sejam católicos, evangélicos,Umbandistas ,ou que façam parte de qualquer seguimento) sejam apenas bons.
    Não adianta serem de qualquer Ordem ou Religião, e não sigam o (Amar a Deus sobre todas as Coisas, e ao proximo como a si mesmo)
    Até lá…

  2. O católico sobre o qual você fala por aqui, aquele dos comentários com os rosacruzes, sou eu.

    É uma pena que sua sensibilidade permaneça a um nível superficial e que seu conhecimento sobre o assunto discutido no meu blog seja apenas ao nível de mera opinião, superficial e sem qualquer crítica embasada, ou seja, sem justificativas para seus “achismos” a respeito de terceiros.

    O que você fez em seu post, infelizmente, foi justamente o que criticou no meu. A diferença é que pertence a um gado, como gosta de chamar, que adora ao próprio gado. Na verdade, a coisa parece mais ou menos assim: acredita na existência de um gado que se sente diferenciado por sentir-se gado e gostar disso; porque não deseja ultrapassar o nível da manada ou levantar a cabeça para olhar além.

    Da mesma forma que julga que eu queria que todos fossem católicos (e gostaria, sim), ao contrário, você prega um relativismo barato, papagaiado, sobre o qual, talvez, nunca tenha sequer pensado: tanto faz a religião para você, seja lá qual for; isto é, fala sobre o que desconhece, pois, se as conhecesse, saberia os rudimentos sobre o assunto: o que faz cada uma delas, não são as semelhanças entre as mesmas, mas, obviamente, as diferenças. Óbvio, não? Pois é, mas você desconsidera essa obviedade e joga tudo em um mesmo saco, ou melhor, em uma mesma manada, só que em outro pasto.

    Escolha o caminho mais fácil, aquele que exige menos de sua inteligência, e continue papagaiando opiniões gratuitamente. Você tem a liberdade para fazê-lo, claro, porém existe outra opção mais louvável e honesta: vai falar de todas as religiões? Estude-as e faça uma análise com algum sentido, menos pueril. Dá mais trabalho, certamente, mas conseguirá chegar a algum lugar.

    O que você passa neste seu espaço (e veja, venho dizer isso no seu blog, não o digo pelas costas), é o que o filósofo Eric Voegelin conceitua como “fundamentalismo”, isto é, uma paixão por frases prontas ou idéias exteriores, sem qualquer análise pessoal. Você ouve, repete e juraria que está defendendo uma idéia própria, mas descarta a dúvida sobre as proposições e ignora o fundamento daquilo que defende.

    Apenas acho que, ao invés de analisar de longe as discussões, quase como que pelas costas, de uma posição bem confortável e “superior”, poderia participar e apresentar os seus argumentos.

    Ou será que tem problemas com sua argumentação? Acredito que tenha, pois preferiu ficar de longe, confortavelmente criticando terceiros, não é?

    É uma pena que estou tendo que publicar tudo de novo (do zero) no blog e que esse post que criticou não esteja mais por lá. Mas existem outras questões, a seu ver: “bovinas”, no mesmo local.

    Faço o convite para que vá até o meu blog refutar as postagens que julgar contrariamente. Com uma pequena condição (seria dispensável falar disso, mas…): Que apresente argumentos de fato, não “achismos”, e que responda também a todas as questões que eu lhe fizer.

    Esta vendo como se faz a coisa? É assim: cara a cara feito homenzinho e com uma coisa fundamental ao ser humano: honestidade intelectual.

    Agora me pergunte se eu acredito que vai se dar esse trabalho? Respondo: claro que não! Como faria para responder com um mínimo de coerência as minhas questões sobre as suas questões, aquelas que fosse escrever por lá?

    Pois é, seu negócio é outro: ficar de longe, soberano, falando dos outros, rs.

    José Roldão

    • Bom… vamos ver então que resposta merece a fé cega de alguém sobre algo que não existe…
      Respondendo as questões do “seu José”.

      O católico sobre o qual você fala por aqui, aquele dos comentários com os rosacruzes, sou eu.

      R: Sim, eu lembro do seu nome. Não é fácil esquecer de alguém assim como você.

      É uma pena que sua sensibilidade permaneça a um nível superficial e que seu conhecimento sobre o assunto discutido no meu blog seja apenas ao nível de mera opinião, superficial e sem qualquer crítica embasada, ou seja, sem justificativas para seus “achismos” a respeito de terceiros.

      R: Bom, se o comentário foi superficial, é porque foi realizado diante dos argumentos encontrados no seu blog. Criticas não embasadas eu não faço, apenas comentei sobre o que li.

      O que você fez em seu post, infelizmente, foi justamente o que criticou no meu. A diferença é que pertence a um gado, como gosta de chamar, que adora ao próprio gado. Na verdade, a coisa parece mais ou menos assim: acredita na existência de um gado que se sente diferenciado por sentir-se gado e gostar disso; porque não deseja ultrapassar o nível da manada ou levantar a cabeça para olhar além.

      R: Não José. Se você não entendeu, o tio tenta explicar, mas por favor, cuide o português. Gado é referência para os que seguem junto de uma manada que não questiona. Apenas faz o que lhe é mandado. Brincando com Shakespeare, tento explicar: não conheço nenhum gado que não siga o que seu peão manda, mas se não sigo o peão, portanto não sou gado.

      Da mesma forma que julga que eu queria que todos fossem católicos (e gostaria, sim), ao contrário, você prega um relativismo barato, papagaiado, sobre o qual, talvez, nunca tenha sequer pensado: tanto faz a religião para você, seja lá qual for; isto é, fala sobre o que desconhece, pois, se as conhecesse, saberia os rudimentos sobre o assunto: o que faz cada uma delas, não são as semelhanças entre as mesmas, mas, obviamente, as diferenças. Óbvio, não? Pois é, mas você desconsidera essa obviedade e joga tudo em um mesmo saco, ou melhor, em uma mesma manada, só que em outro pasto.

      R: Você quase acertou, porém algo aconteceu no meio do caminho. As diferenças entre as religiões são grandes culpados por existirem guerras, haver fome e desespero. Religião… vamos ao rudimento. Significa re-ligare, deve ter estudado isso já que disse ter grande conhecimento sobre isso. Se retirarmos as diferenças, portanto, o que causa confusão sobre o deus judaico e o deus islâmico ou as briguinhas esbaforidas entre católicos e evangélicos, sobra o quê? Esta é uma boa fonte de discussão sem dúvida. Ao meu ver, as diferenças é que são o problema.

      Escolha o caminho mais fácil, aquele que exige menos de sua inteligência, e continue papagaiando opiniões gratuitamente. Você tem a liberdade para fazê-lo, claro, porém existe outra opção mais louvável e honesta: vai falar de todas as religiões? Estude-as e faça uma análise com algum sentido, menos pueril. Dá mais trabalho, certamente, mas conseguirá chegar a algum lugar.

      R: Se você precisar de alguma bibliografia boa sobre religião, posso lhe repassar os nomes para que você compre os livros. Se estivessemos na mesma cidade, teria prazer de mostrar pessoalmente, mesmo você sendo tão agressivo, falando sobre a inteligência alheia, acredito que tenha cultura suficiente para debater em nível aceitável, até onde vi, tem. Claro que o seu argumento foi o ponto inicial do meu post, portanto, o ponto de vista de um católico tem mais relevância. Se você fosse cátaro, islâmico, budista, zoroastrista ou qualquer outro, conduziria o argumento da mesma forma. Mas sim, a ICAR é uma “religião” que realmente me incomoda. Talvez seja pelas atrocidades cometidas por ela durante a idade média. Talvez seja pelas denúncias sobre padres pedófilos… não sei.

      O que você passa neste seu espaço (e veja, venho dizer isso no seu blog, não o digo pelas costas), é o que o filósofo Eric Voegelin conceitua como “fundamentalismo”, isto é, uma paixão por frases prontas ou idéias exteriores, sem qualquer análise pessoal. Você ouve, repete e juraria que está defendendo uma idéia própria, mas descarta a dúvida sobre as proposições e ignora o fundamento daquilo que defende.

      R: Você teve que responder no meu blog, como realmente esperava que fizesse, porque no seu blog estava escrito que “o blog é meu e eu mando”, quando fui comentar lá, estava fechado, justamente com o argumento de que não queria discutir, pois a verdade absoluta estava nas suas palavras. Bem, não tive alternativa senão falar a respeito no meu blog, que ao contrário, está sempre aberto a aqueles que querem pensar. Quando ao que é fundamentalismo, concordo plenamente com o que escreveu, afinal, é exatamente isso que queria dizer com fundamentalismo e é exatamente o que um católico fervoroso faz na missa, não? Acho que ouvi algumas vezes os fiéis repetindo o que o padre falava…

      Apenas acho que, ao invés de analisar de longe as discussões, quase como que pelas costas, de uma posição bem confortável e “superior”, poderia participar e apresentar os seus argumentos.

      R: Se o seu blog não fosse uma ditadura, teria feito lá. Achei interessante argumentar com alguém que é de uma fé católica profunda. É realmente algo que me diverte.

      Ou será que tem problemas com sua argumentação? Acredito que tenha, pois preferiu ficar de longe, confortavelmente criticando terceiros, não é?

      R: Já respondi isso acima, mas só para ficar mais claro, o tio responde: Não há problemas em argumentar e discutir. Não critico terceiros pelas costas, mas se o seu blog não fosse uma ditadura religiosa cristã apostólica romana, ficaria mais fácil.

      É uma pena que estou tendo que publicar tudo de novo (do zero) no blog e que esse post que criticou não esteja mais por lá. Mas existem outras questões, a seu ver: “bovinas”, no mesmo local.

      R: Isso é realmente uma má notícia. Só pode ter sido alguma falha no sistema, um post apagar assim é uma tragédia. As pessoas precisam ler tudo que puderem. Sobre tudo. É sincero, José. Isso é uma má notícia. Por isso que tenho backup dos meus posts, não de todos, mas alguns, é verdade. Pelo menos há outros por lá… ok, vou dar uma olhada lá assim que puder.

      Faço o convite para que vá até o meu blog refutar as postagens que julgar contrariamente. Com uma pequena condição (seria dispensável falar disso, mas…): Que apresente argumentos de fato, não “achismos”, e que responda também a todas as questões que eu lhe fizer.

      R: Teria feito isso se o seu blog não estivesse com um belo cadeado. Farei isso sim, porém, há de concordar que você também deve apresentar argumentos sólidos. Nada de dogmas da santa igreja e o velho “porque sim”, certo?

      Esta vendo como se faz a coisa? É assim: cara a cara feito homenzinho e com uma coisa fundamental ao ser humano: honestidade intelectual.

      R: Mas de novo explicar isso? Agora o tio cansou de explicar que se você deixar o blog aberto, fica mais fácil a comunicação.

      Agora me pergunte se eu acredito que vai se dar esse trabalho? Respondo: claro que não! Como faria para responder com um mínimo de coerência as minhas questões sobre as suas questões, aquelas que fosse escrever por lá?

      R: Não é trabalho algum. Não há a necessidade de desafio… Você tem um ego muito grande. Devia ler o básico sobre o seu jesus.

      Pois é, seu negócio é outro: ficar de longe, soberano, falando dos outros, rs

      R: Poxa… conversar pode, ficar falando neste tom não. Não faz isso não… não é nada educado.

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